TERRA EM TRANSE (1967)
Direção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha
Produção: Glauber Rocha, Zelito Viana
Música Original: Sérgio Ricardo
Fotografia: Dib Lutfi
Edição: Eduardo Escorel
Direção de Arte: Paulo Gil Soares
Figurino: Clovis Bornay, Paulo Gil Soares
País: Brasil
Gênero: Drama
Nota: 8,2
Prêmios: Festival de Cannes - Prêmio FIPRESCI (Glauber Rocha)
Festival de Locarno, Suiça - Grand Prix (Glauber Rocha)
Festival de Havana, Cuba - Prêmio da Crítica de Melhor Filme
Prêmios Governo do Estado de São Paulo - Prêmio de Melhor Argumento
Prêmios Governo do Estado de São Paulo - Prêmio de Melhor Atriz (Glauce Rocha)
Prêmios Governo do Estado de São Paulo - Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmios Governo do Estado de São Paulo - Prêmio de Melhor Edição
Indicações: Festival de Cannes - Indicado à Palma de Ouro (Glauber Rocha)
Filme assistido em: 1968
Elenco
Ator / Atriz Personagem
Jardel Filho Paulo Martins
Paulo Autran Porfírio Diaz
José Lewgoy Felipe Vieira
Glauce Rocha Sara
Paulo Gracindo Dom Julio Fuentes
Hugo Carvana Álvaro
Jofre Soares Padre Gil
Danuza Leão Sílvia
Modesto de Souza Senador
Mário Lago Capitão
Paulo César Pereio Estudante
Francisco Milani Aldo
Emmanuel Cavalcanti Felício
Telma Reston Esposa de Felício
José Marinho Jerônimo
Zózimo Bulbul Repórter
Maurício do Valle Segurança de Vieira
Darlene Glória Mulher da orgia
Elizabeth Gasper Mulher da orgia
Irma Álvarez Mulher da orgia
Sônia Clara Mulher da orgia
Sinopse
Em Eldorado, País imaginário da América do Sul, Paulo Martins, agonizante, revê sua vida e revive, numa representação alegórica, o Golpe de Estado de 1964 no Brasil.
Para ele, o conflito social resultava de uma herança colonial que misturava várias culturas, religiões e partidos. Intelectual e militante, hesitava entre as diferentes forças políticas de Eldorado que disputavam seu apoio. De um lado, Porfírio Diaz, líder de direita da capital, a quem Paulo se achava ligado desde a infância. Do outro, Felipe Vieira, governador da Província de Alecrim e líder populista de esquerda, que tinha como aliada Sara, uma militante do Partido Comunista.
Sara convence Paulo a apoiar a campanha de Vieira. Ajudado pela Igreja, Vieira assume o poder e abandona suas promessas eleitorais, virando as costas para o povo. Decepcionado, Paulo retorna à capital, onde é convidado a trabalhar para Dom Julio Fuentes, chefe de um império multinacional europeu. Fuentes se aproxima de Diaz enquanto Paulo se reconcilia com Vieira. Pouco a pouco, crescem as traições e ambições pessoais, e a experiência populista de Vieira termina fracassando.
Em seguida, Porfírio Diaz, portando um manto e um cetro, é coroado em uma cerimônia que evoca os reis ibéricos do período das conquistas coloniais. Paulo é perseguido pelo novo regime e, ao tentar fugir, em companhia de Sara, é abordado e ferido mortalmente por um Guarda de Diaz.
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Críticas
"Terra em Transe" é um filme especial, um marco do "Cinema Novo". Roteirizado e dirigido por Glauber Rocha, o filme é polêmico, tendo sido, em abril de 1967, proibido em todo o território nacional por ser considerado subversivo. Foi liberado em seguida sob a condição de que se desse um nome ao padre interpretado por Jofre Soares.
Embora às vezes pareça confuso, o filme apresenta grandes seqüências e o mérito de discutir os problemas do Brasil, usando um fictício Eldorado, num período em que a censura era altamente rigorosa.
Contado quase todo em flashbacks, onde Paulo, agonizando, relembra toda a história, "Terra em Transe" conta com um excelente elenco, do qual destacam-se as atuações de Glauce Rocha, José Lewgoy, Jardel Filho e Paulo Autran.
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